19 setembro 2012

Amor sem Condicionantes





ela: Se eu ficar feio?
ele: Eu fico míope!
ela: Se eu chorar?
ele: Eu seco suas lágrimas 
ela: Se eu ficar muito triste?
ele: Viro palhaço!
ela: Se eu te xingar?
ele: Fico surdo!
ela: Se eu não quiser ficar perto de você?
ele: Fecho seus olho e fico do seu lado!
ela: Se eu ficar gordo?
ele: Quebro todos os espelhos!
ela: Se e ficar doente?
ele: Cuido de você!
ela: Se eu quiser te bater em um momento de raiva?
ele: Eu simplesmente te abraço e te beijo ate seu ódio passar!
ela: Se eu falar que te amo?
ele: Voce será correspondido!
ela: Se eu morrer?
ele: Então morro junto!

(Autor Desconhecido)

14 setembro 2012





Anota aí para seu futuro: desapegar das pessoas, se importar menos, não se abalar por nada nem ninguém. Correr atrás daquilo que faça seu coração vibrar, ficar perto de quem te quer bem. Correr atrás dos seus sonhos, se amar mais. Esquecer tudo aquilo que te faça mal. 


13 setembro 2012



Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente 
simples como "Eu gosto de você". Gosto de mim.

Caio F. Abreu



"Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?"



Tati Bernardi

31 julho 2012

Eu te divirto, mas te canso!

Diálogo do filme Closer. 
É quando Law diz ter um caso com Roberts e se separa de Portmann.
É um diálogo forte, mais um entre os muitos que o filme apresenta.
Dispensa comentários. Muito bom!




Dan: Não posso. Se te vir, nunca vou te deixar
Alice: E se eu achar outro?
Dan: Vou ficar com ciúmes.
Alice: Você ainda gosta de mim?
Dan: É claro.
Alice: Está mentindo. Já estive em seu lugar. Me abraça? Eu te divirto, mas te canso!
Dan: Não!
Alice: Você me amou?
Dan: Sempre vou te amar. Odeio te magoar.
Alice: Então por que magoa?
Dan: Por que sou egoísta. Acho que vou ser mais feliz com ela.
Alice: Não vai. Vai sentir minha falta. Ninguém vai te amar como eu. Por que o amor não basta? Sou eu que sempre termino. Eu é que deveria te deixar.








25 outubro 2011

Frases de Sex and the City


"Eu ainda te amo. Eu não deveria dizer isso, mas eu amo a mim mesma mais do que eu te amo. Eu tenho uma relação comigo de 49 anos, e com você uma de 5."

Sex and the City

Migalhas

Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."

Fernanda Mello

A grande nostalgia

Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso, faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto. Aceito feliz quem eu sou. Não acho graça em quem não acha graça. Acho chato quem não se contradiz. Às vezes desejo mal. Sou humana. Sou quase normal. Não ligo se gostarem de mim em partes. Mas desejo que eu me aceite por inteiro. Não sou perfeita, não souprevisível. Sou uma louca. Admiro grandes qualidades. Mas gosto mesmo dos pequenos defeitos. São eles que nos fazem grande. Que nos fazem fortes. Que nos fazem acordar. Acho bonito quem tem orgulho de ser gente. Porque não é nada fácil, eu sei. Por isso continuo princesa. Continuo guerreira. Continuo na lua. Continuo na luta. No meio do caos que anda o mundo, ACEITAR É SER FELIZ.

Fernanda Mello

18 outubro 2011

45 lições que a vida me ensinou:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. Pode ficar bravo com Deus. Ele suporta isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa - morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

02 agosto 2011

CQC discute união civil gay


Ontem, o CQC mostrou uma longa reportagem sobre a aceitação da população em relação à união civil gay.

Tendo como gancho duas notícias que turbinaram os jornais semana passada - o pedido da direção da Globo em esfriar o casal gay de Insensato Coração e a pesquisa do Ibope sobre a opinião do brasileiro em relação à união homoafetiva - o programa mostrou vários beijos gays, incluíndo um selinho entre os apresentadores Marco Luque e Rafinha Bastos ao vivo.

A reportagem mostrou a opinião dos entrevistados em dois momentos: quando sabiam que estavam sendo gravados e quando acahavam que a câmera já havia sido desligada.

Link do vídeo da reportagem: http://bit.ly/pPsEoR

31 julho 2011

Sedução ou Síndrome de Don Juan?

Hoje comecei a pesquisar um pouco sobre mim mesmo.

Sou apaixonado pelo arte da conquista. O olhar, o cheiro, a conversa... O mundo novo que a pessoa nos traz, as experiências, a bagagem... Sou simplesmente apaixonado por essa arte.

Mas me dei conta de que eu não consigo ficar apegado a ninguém. Estou sempre em busca de novas conquistas, maiores desafios. Uma verdadeira compulsão.

Ultimamente, das pessoas com quem tentei manter um relacionamento, me desapeguei assim que consegui o que queria. E eu só conseguia ficar nervoso, apaixonado, com a boca seca, coração acelerado por alguém que me parecesse difícil, cuja conquista seria um desafio maior. Pessoas de longe, homens que de certa forma me ignoraram, aqueles que não se entregam fácil...

Uma verdadeira competição. Comigo mesmo.

Então, pesquisando na internet, descobri a "síndrome de Don Juan".

Nela, ao Don Juan só interessa o instante do prazer e o triunfo sobre sua conquista, quanto mais difícil mais interessante. Pesquisadores dizem que que o narcisismo dessas pessoas é uma das características mais marcantes, ao ponto delas amarem muito mais a si mesmas que a qualquer outra pessoa conquistada.

As pessoas facilmente se apaixonam por eles, entretanto, o indivíduo com a síndrome logo se apercebe de que o parceiro ou o relacionamento não há mais graça e, por fim, acaba por abandonar a pessoa.

Pesquisadores relacionam essa síndrome com a síndrome de Édipo mal ou não elaborada, causando sentimentos de culpa por um desejo proibido incestuoso, recalcado no inconsciente.

Não raro, a síndrome associa-se a uma personalidade fria e insensível para com os sentimentos alheios, cujo próprio interesse momentâneo é o objetivo maior. Sendo assim, são pessoas frequentemente egoístas e com uma grande sensibilidade à monotonia.

De fato, parece que eles não experimentam com o amor o mesmo tipo de sentimento que as demais pessoas. O amor neles é um sentimento fugaz, passageiro e que, continuadamente, tem o objeto alvo renovado.

Obviamente tenho traços dessa síndrome de Don Juan. É triste! Precisa ser tratado.

23 junho 2011

DIEUX DU STADE 2011

13 dezembro 2010

Homossexual poderá incluir parceiro no Imposto de Renda


É o primeiro ano em que parceiro poderá ser incluído como dependente.
Medida vale para quem tem união estável, ou seja, há mais de 5 anos.


A Receita Federal confirmou nesta segunda-feira (13) que as uniões estáveis de casais homossexuais já serão reconhecidas na declaração de Imposto de Renda (IRPF) de 2011, cujo prazo de declaração começa em 1º de março do ano que vem.

10 dezembro 2010

Violência contra homossexuais


A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.

Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.

Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).

Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?

Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.

Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.

Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.

A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no "Journal of Animal Behaviour" um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.

Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.

Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas.

Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.

A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.

Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo.

Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.

Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.

Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.

Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?

Dráuzio Varella
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/6375/violencia-contra-homossexuais

05 dezembro 2010

Do começo ao fim




"Que eu não veja obstáculos na união de corações sinceros.
O amor não se turva em águas turvas
Nem se curva ante a chuva.
Não!
É uma luz constante
Que a tempestade não altera.
É a estrela de toda nau errante
De brilho claro, embora sem matéria.
Não é joguete do tempo,
Embora a carne sofra o peso de sua foice.
Se isso for falso e provado também,
eu não escrevi e nunca se amou ninguém"

[docomeçoaofim]

26 novembro 2010

To be or no to be...



Once upon a time... Perguntam-me: Mas se você pudesse escolher, gostaria de hétero né? LÓGICO QUE NÃO!! Se me perguntasse várias vezes... Várias vezes eu diria: PREFIRO SER GAY.

Vou explicar melhor. Pense bem, quanto caras héteros, de 20 e poucos anos, você conhece que adora sair pra jantar na companhia do melhor amigo e tomar uma Champanhe para brindar aquele momento? Quantos caras dessa mesma idade você conhece que vão ao Angeloni e, ao invés de comprar cerveja e carvão como os héteros, prefere um queijo Brie? Hétero gosta de coisas tipo rodízio de pizza, cerveja, churrasco, aglomero, ventilador, funk, pagode, sertanejo. Gays gostam de vinhos, frisantes, espumantes, um bom prato francês, uma boa vista pra lagoa, petit gateau, ar condicionado. Hétero chupa picolé de 5 por R$ 1. Gay toma sorvete Häagen-Dazs. Hétero prefere praia. Gay, Serra. Hétero não se importa com a marca da cueca... Não é um absurdo????

Hoje, em plena manhã, às 9h, estou eu indo trabalhar, com meu mau humor matinal de sempre e passa um cara, dentro de uma Saveiro rebaixada, de vidro aberto, braço pra fora, ouvindo funk. Claro, a parte de trás do carro, que teoricamente deveria servir pra carregar objetos úteis, estava carregando toneladas de watts para a caixas de som. Segundo que, como mau gosto hétero, ele não tem ar condicionado no carro e obriga as pessoas a ouvir essa merda de música em plena manhã. E o pior de tudo: ele acha que está arrasando! Tadinho...

Claro que existem umas poucas exceções. Tenho um amigo, chamado Jam, hétero e noivo. Ele é um exemplo de hétero que eu PODERIA ser. Ele tem super bom gosto, usa roupas legais, adora bons lugares e boa comida. Não é daqueles que faz aquelas piadinhas sem graça nenhuma, principalmente sobre sexo. Toma cerveja Bohemia não para se aparecer, mas porque realmente a considera melhor do que as demais opções. Mas, às vezes, mostra que é hétero. Ele ainda usa meias, não sabe apreciar um bom vinho, gosta de programas de casais héteros e fica o carnaval inteiro em casa, com a noiva. Bom, se ele não tivesse esses pequenos "detalhes" héteros, ele seria gay... Ou então seria taxado de boiola. Mas ele não se importaria com isso, o que é muito positivo. Por isso, as mulheres são apaixonadas por ele. É uma daquelas raras exceções, no estilo de Jose Mayer, que todas as mulheres morreriam de amor. E eu também.

Na verdade, não sei porque nós gays somos assim. Acho que precisamos ser melhores, por uma questão de adaptação. Ou talvez para mostrar para a sociedade que podemos ser melhores do que os "comuns". Ou até porque não temos filhos e sobra mais dinheiro para a Veuve Clicquot. Bom, o fato é que eu ESCOLHERIA ser GAY sempre. Choque, se quiser! Desculpe, mas o bom gosto nos acompanha é inerente a quase todos os gays. Não é à toa que vários dos grandes nomes da moda e das artes estão ligados a esse pequeno detalhe: o gosto pelo mesmo sexo.

25 novembro 2010

Reveillon 2011

Hoje comecei a pensar nas possibilidades de Reveillon para 2011. Meu primeiro problema é que um dos destinos mais procurados por todos - Florianópolis - é a minha casa. Estou cansado daqueles Reveillons gays de Floripa com festas no LIC e nem pensar em gastar R$ 1.200,00 por uma festa em Jurerê.

As opções que me agradariam mesmo seriam Fernando de Noronha, Paris (é claro) e Punta. Entre o custo benefício de todas, acho que vou preferir Punta. Amanhã vou olhar os preços nas agências de viagens.

Mas o segundo problema é o pior: COM QUEM PASSAR A VIRADA DE ANO?

02 março 2010

Que que eu tô fazendo aqui??


Once upon a time... Pego-me pensando: onde iremos parar? Não que eu seja um republicano convicto ou até mesmo um sacerdote episcopal (sei lá o que isso quer dizer), mas é que as coisas encaminham-se para um verdadeiro caos generalizado. O mundo gay está complicado amiga!

Será que tudo foi sempre assim e nós e que não percebíamos? Pare e pense: com quantos caras sua mãe ficava numa noite quando ia pro baile? Tá! Sei que estou exagerando e que os tempos são outros. Afinal, tenho 24 anos. Mas beijar 10, 15... Que graça tem? Fico pensando na balada: Onde fui me enfiar? Que que eu to fazendo aqui?

No final da noite, pode até levar alguém embora, para uma transa pós balada (é o que temos pra hoje), você vai transar, ele pode dar de 4... Aí percebemos onde fomos nos enfiar. Não tenho mais idade pra filhinho de papai que se acha só porque anda de caminhonete (Freud diz que o carro é um objeto fálico pra compensar o tamanho do pinto) e usa Calvin Klein...

Mas como tá tudo tão "assim", no outro dia vocês se despedem e você volta ao seu VAZIO existencial de antes. Talvez ele te ligue, claro! Mas vai ser pra pegar de volta a camiseta que ele te emprestou pra você não precisar almoçar com ele usando a mesma roupa fedida da balada.

Acho que as coisas se tornaram tão fáceis, que perdeu a graça. Por exemplo, na natureza, a fêmea normalmente escolhe o macho com certos critérios. Qual é o critério de hoje? Entre os gays eu sei... É ter pinto! E BASTA! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... Não achei meu pinto no lixo e não vou enfiá-lo em qualquer lugar! E tem cada qualquer lugar por aí...

Aqueles caras que se entregam muito, ninguém quer, pois são taxados como "grudentos". E tem aqueles durões, que dificilmente correm atrás de alguém e quase nunca se apaixonam. Normalmente, são bombadões, que só querem outros bombadões pra transar. Fico imaginando esses caras gays, lindos, sarados, transando... Parece meio broxante! É muito músculo, muita arrogância e pouca noção de realidade. Quando você os vê na balada, são lindos...

No outro dia, quando ele te liga pra pegar a camiseta de volta (pois era um Calvin Klein), você o convida para um café na Lagoa da Conceição, ouvindo uma Bossa Nova, ao final de tarde de domingo. E o que ele responde? Que não pode, pois está na Praia Mole! Ou seja, fui apenas mais um... Nego-me a viver isso! Não tenho mais idade!

Mas, no fim, todo mundo procura alguém pra si, pra dormir agarradinho, tomar vinho, ver filme... Acho que tem gente procurando da maneira errada!!! E no lugar errado. Afinal, não existe um catálogo pronto né?! Deveríamos fazer um...

23 janeiro 2010

Ter ou não ter namorado


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.


Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.


Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.


Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.


Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.


Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.


Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.


Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.


Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.


Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.


Atribuído a Carlos Drummond de Andrade, mas é de Artur da Távola

29 dezembro 2009

Gouinage: Sexo sem penetração é apontado como tendência entre gays franceses

“Ser gouine ou não ser?”. Esse é o título de mega matéria da revista francesa Pref Mag sobre a mais nova tendência do sexo gay no país: o gouinage. Em tradução bem livre, gouine seria algo como gay bolacha, enquanto o gouinage seria o bolachismo. Explicando melhor, o gouinage é o sexo sem penetração, aquele que abarca apenas o oral e as carícias. Ou seja, as preliminares que tomam o papel do sexo em si.

Segundo Marc, barman de 31 anos e um dos entrevistados pela publicação, “a vantagem do gouinage é que você pode fazer com todos, sem levantar a questão do ativo ou passivo. Todos somos gouines, sem distinção”.

Marc relata que, apesar de sempre haver sido ativo, encontrou no gouinage o prazer ideal. “O gouinage é o que chamamos erroneamente de sexo preliminar, mas nós, praticantes, o encaramos como meio para se atingir o orgasmo, com uma sensualidade que não se resume a penetrar o outro sem nenhum respeito pelos seus sentidos. No gouinage, você pode realmente ser você. Já no sexo comum, o ativo é sempre um pouco dominador, um pouco covarde”, afirma o rapaz.

Marc conheceu a tendência de maneira casual enquanto caçava pela Internet. Ao marcar um encontro, o parceiro propôs que fizessem sexo desta forma. “Eu não conhecia o estilo, mas tinha um ar mais cool, com menos pressão e tensão. Nós passamos duas horas na cama durante o dia e nenhuma das minhas transas, até aquele momento, duraram assim tanto tempo. Tornei-me adepto e em meu cadastro online precisei: ´Gouinage ou nada`. Agora, não faço mais que isso”, confessa o barman.

Outro adepto da prática é o estudante de teatro Ben, de 19 anos. “Sempre vi minha sexualidade como algo sujo e a culpa sempre esteve presente. Eu tinha vergonha do sexo, de ir necessariamente para o cu para gozar. Tinha mais vergonha ainda que confessar aos meu parceiros que eu preferia não fazer sexo anal”, completa.

Marc ainda conta à Pref que a penetração não é de todo descartada. “Você pode utilizar acessórios, já que penetrar também faz parte do prazer. Mas a penetração apenas faz parte do jogo. É tão importante quanto tocar, lamber, olhar... O gouinage é uma prática livre, que não tem códigos nem restrições”, finaliza o rapaz.

A nova moda já começa a se espelhar por salas de bate-papo e publicações de sexo na França, crescendo cada vez mais como forma definitiva ou alternativa sexual. A prática também já criou polêmica já que muitos a consideram uma negação do sexo gay em si. Enquanto isso, esperamos para ver se a moda fica ou é apenas mais uma novidade efêmera.